sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Improviso

Gostamos particularmente deste tema que se está a introduzir no repertório da Toada Coimbrã, do grande Francisco Filipe Martins aqui magistralmente acompanhado pelo amigo Rui Pato.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Do que vamos fazendo...

Está quase a surgir nas bancas um livro, versando sobre o não estudado fenómeno das Tunas estudantis em Portugal, trabalho feito em co-autoria com três grandes Amigos, os Drs. Eduardo Coelho, Ricardo Tavares e Jean Pierre Silva.





"O fenómeno, origem e história das Tunas Estudantis em Portugal. Também um olhar holístico sobre Espanha e diáspora ibérica, bem como outras latitudes onde este tipo de grupos chegou. Da década de 70 do séc. XIX a 1995, mais de 100 anos de história e estórias de uma cultura e património singulares, em cerca de 380 páginas."


O livro está prefaciado pelos Prof. Dr. Armando Carvalho Homem (Ilustre cultor da Canção de Coimbra), Rafael Asencio González (Córdoba) e Dr. António Nunes, cujos créditos justificativos são aqui perfeitamente dispensáveis.


Em breve daremos mais novidades, que também poderão ir sendo acompanhadas aqui: https://www.facebook.com/pages/QVID-TUNAE-A-Tuna-Estudantil-em-Portugal/156500637775620?sk=wall#!/profile.php?id=100003003471531

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

JOSÉ NIZA - R.I.P.

Descanse em Paz.


José Manuel Niza Antunes Mendes nasceu em Lisboa, a 16 de Setembro de 1938, e viveu em Portalegre até aos 7 anos. Fez a escola primária e o liceu em Santarém, residindo actualmente numa aldeia próxima desta cidade, Perofilho.
Desde criança foi musicalmente influenciado pela vivência familiar. Sua mãe tinha o curso de piano do Conservatório Nacional e seu bisavô - José Niza - foi compositor de mérito, em Campo Maior, tendo o seu espólio de composição musical ficado na posse do maestro e compositor Fernando Lopes Graça. A avó materna era prima direita do Dr. António Victorino de Almeida, pai do conhecido maestro, pianista e compositor do mesmo nome.
No liceu de Santarém (cidade com fortes tradições académicas) José Niza começou a aprender guitarra e viola aos 13 anos. Em 1956 e em simultâneo com David Leandro Ribeiro, ambos se matricularam na Universidade de Coimbra: José Niza em Medicina e David Leandro em Direito.
Chegados a Coimbra, foram rapidamente introduzidos no meio da guitarra coimbrã, onde então pontificava o grupo de António Portugal, Jorge Godinho, Manuel Pepe e Levy Baptista.
Ambos tiveram a sorte de conhecer e acompanhar, já em fase final dos seus cursos, os cantores da excepcional geração dos anos 50: Luiz Góes, José Afonso, Machado Soares, Fernando Rolim e Sutil Roque. Constituíram então um grupo com os violas Emanuel Maranha das Neves e João Conde Veiga.
A partir de 1959 José Niza encetou outros caminhos musicais. Em 1961, com José Cid, Proença de Carvalho, Joaquim Caixeiro e Rui Ressureição, funda a Orquestra Ligeira do Orfeon Académico, uma das melhores formações musicais da altura, a par do Quinteto Académico e do Thilo's Combo.
Com o aparecimento da bossa nova e com o ressurgimento do jazz em Coimbra, é fundado o Clube de Jazz do Orfeon Académico e constituído o seu Quarteto: Rui Ressurreição (piano, órgão e vibrafone), José Niza (guitarra eléctrica), Daniel Proença de Carvalho (viola eléctrica) e Joaquim Caixeiro (bateria). Foi a partir dessa experiência que, em Coimbra, se organizaram os primeiros festivais internacionais de jazz, por onde passaram grandes nomes da cena mundial, como Dexter Gordon e Don Byas.
Não obstante estas actividades musicais, José Niza não abandonou completamente a sua ligação ao fado e à guitarra. E, assim, com Durval Moreirinhas, gravou as duas primeiras baladas que José Afonso registou em disco, exclusivamente acompanhadas à viola.
Licenciado em Medicina em 1966, continuou em Coimbra, onde fez a sua tese de licenciatura sobre esquizofrenia, enveredando, depois, pela psiquiatria.
Em 1969 foi convidado para compor a música para dois espectáculos do CITAC: A Excepção e a Regra, de Bertold Brecht e Castelão e a Sua Época, ambos proibidos pela Censura. Ainda no mesmo ano foi mobilizado, como médico, para a guerra colonial. Nas matas do Norte de Angola, entre outras canções, compôs música para dois discos: Gente de Aqui e de Agora, que gravou em 1971, e Fala do Homem Nascido, com poemas de António Gedeão. Entretanto, em 1970, já Adriano gravara algumas canções de José Niza: Cantar de Emigração e Fala do Homem Nascido.
Regressado da guerra colonial em 1971, José Niza passou a ser responsável pela produção da editora Arnaldo Trindade, Lda. (Discos Orfeu) para onde gravavam, ou vieram a gravar, os nomes mais importantes da música popular portuguesa: José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, Sérgio Godinho, Vitorino, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Manuel Freire, Carlos Mendes, José Calvário, Duarte Mendes e muitos outros. Como produtor, ou director musical, José Niza foi responsável pela gravação de discos como Gente de Aqui e de Agora, de Adriano Correia de Oliveira (1971), Eu Vou Ser Como a Toupeira (1972), Venham Mais Cinco (1973), Coro dos Tribunais (1974) e Com as Minhas Tamanquinhas (1976) todos de José Afonso e O Guerrilheiro (1974) de Luís Cília.
Autor de muitas canções para intérpretes como Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, Carlos Mendes, Duarte Mendes, Tonicha, Teresa Silva Carvalho, Vitorino, Janita Salomé, Rui Veloso, Samuel e muitos outros (para além dos cantores de Coimbra), José Niza ganhou quatro Festivais RTP da Canção. Foi o autor da letra da canção E Depois do Adeus, "senha" musical para o Movimento das Forças Armadas na noite de 24 de Abril (juntamente com Grândola Vila Morena, de José Afonso).
Deputado em muitas legislaturas, José Niza foi autor, ou co-autor, de diversas iniciativas e diplomas legislativos: Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, Lei de Protecção da Música Portuguesa, Redução do Imposto sobre Importação de Instrumentos musicais, etc.

IN: http://www.macua.org/biografias/joseniza.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ensaio do passado Sábado em Castelo Branco (II)

.. mas depressa ficou mais "eclético" em função dos instrumentos disponíveis.







... mais um talento escondido até agora.



... o ponto alto do "concerto"...

E tudo terminou numa valente patuscada...

Valeu!!!




quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ensaio do passado Sábado em Castelo Branco (I)

Encontrámo-nos para mais um ensaio no passado Sábado em Castelo Branco.




Animado, como está bom de ver...







Em vários sítios...



... e a várias horas do dia. Aproveitou-se bem, comeu-se e bebeu-se melhor!!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Professor russo compõe ópera inspirada no fado de Coimbra (Portal do Fado)

"A ópera "Evgueni Zavoiskii ou a Época da Ressonância Paradoxal", inspirada no fado de Coimbra, estreou 5ª feira na cidade de Kazan, capital da Tartária, república da Federação da Rússia. A obra musical foi composta por Nikolai Silkin, professor de electrotecnia quântica e radioespetrologia da Universade de Kazan.A ópera começa ao som do "Fado fadinho" interpretado por Lolita Torres, mas toda a obra é composta tendo a canção tradicional portuguesa como modelo.Eduard Treskin, Artista do Povo da Rússia e encenador da obra, afirmou, em declarações à agência Tatar-inform, que "Kazan pode transformar-se num dos centros da ópera-fado, porque aqui está concentrado um riquíssimo folclore de cientistas e estudantes".O texto da ópera foi escrito com base no folclore de estudantes e professores de universidades russas como as de Moscovo, Kazan e São Petersburgo e a sua inspiração na tradição coimbrã tem a ver com o facto da cidade portuguesa ter também um importante centro universitário.O compositor Nikolai Silkin revela que o inspirador da sua obra foi o cientista Evgueni Zavoiskii, o descobridor do fenómeno da ressonância paramagnética eletrónica, um dos criadores da bomba atómica soviética e criador do transformador eletro-ótico."

In: http://www.portaldofado.net/content/view/2480/67/

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Participação em mais uma colectânea



Edição Ovação de Abril passado.


"Inspirados pela campanha da candidatura do Fado a Património da Humanidade, apresentamos este projecto com distribuição garantida para todo o mundo.Numa embalagem atraente, os 4 Cds que a compõem estão classificados por «Vozes Femininas», «Vozes Masculinas», «Fado de Coimbra» e «Fado de Lisboa». Conseguimos reunir assim nas diversas vertentes as grandes vozes e os nomes maiores do Fado.Uma compilação inédita a um preço surpreendente!"


Estamos incluídos no disco 3 através da faixa "Trova das Capas", do disco de 2007.

Lamentavelmente, e uma vez mais, a editora nem se dignou informar-nos da edição ou da inclusão. "O Tempora o Mores"...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Finalmente chegou-nos às mãos...




... este magnífico trabalho do nosso amigo Rui Lopes.


Podemos apenas maldizer o mensageiro que levou quase dois anos a entregá-lo. Abordagem exaustiva desta personalidade da Canção de Coimbra nas suas vertentes pessoais, estéticas, académico-científicas e académico-culturais. Um prazer de leitura. Recomenda-se a quem o conseguir encontrar o que, por estes dias, já não se afigura fácil.


Certamente se algum dia alguém pretender fazer o mesmo acerca da Toada Coimbrã terá a vida muito facilitada com a consulta deste blog...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Canal no Youtube ultrapassou já as 250.000 visualizações



Este meu canal centraliza os videos da Toada Coimbrã que aqui vão sendo colocados. Para os números atingidos contribui significativamente o acervo do grupo.
Continuamos a considerar estes factos bons sinais.

Aqui fica o endereço directo para lá: http://www.youtube.com/user/JPPSou
JPS

terça-feira, 31 de maio de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Desenferrujar ao fim de semana...



Aproveitei o fim de semana e o seu aniversário para desenferrujar os dedos com o meu cunhado, Luís Carlos Santos, um dos melhores violas de Coimbra das últimas gerações.
Ele também me falou do sucesso que está a ser o Fado ao Centro, local junto ao Arco de Almedina que não pode deixar de ser visitado. Imprescindível.
JPS

quinta-feira, 5 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Versões da Balada da Despedida de 89 ... para todos os gostos (XXXIX)



O Grupo de Fados "Para Sempre Coimbra" tem cerca de um ano de existência. Nasceu na Escola de Guitarra do ISEC (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra) e conta já com várias actuações na zona de Coimbra.
Interpreta temas bem próprios do fado de Coimbra tais como: "Samaritana", "Balada da Despedida", "Saudades de Coimbra", "Solitário", entre outros.
Membros da banda:João Desidério (Viola), Jorge Simões (Guitarra de Coimbra), Nuno Gaspar (Voz), Ricardo Santos (Guitarra de Coimbra) e Vasco Nogueira (Viola).
(Do canal Youtube do grupo)

domingo, 1 de maio de 2011

Do que vamos fazendo...




Não podia deixar de colocar aqui este ternurento video com um dos meus alunos, Rodrigo Rodrigues, no concerto de instrumentistas do Conservatório de Viseu. Reparem bem nos pormenores. É delicioso e compensador para quem trabalha com miúdos nesta idade.
JPS

sexta-feira, 29 de abril de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Notícias pelo Rui Lopes

Caros amigos e amigas,

No próximo dia 7 de Maio, às 14.30, integrado na "Requeima", promovida pela Rede UC, a LIGA DOS AMIGOS DO MUSEU ACADÉMICO DE COIMBRA - LIMAUC, promove uma visita guiada ao Museu Académico de Coimbra, haverá também, no Museu Académico de Coimbra, um momento da Canção de Coimbra com o Grupo "Raízes de Coimbra" constituído por:
OCTÁVIO SÉRGIO - GUITARRA
ALCIDES FREIXO - GUITARRA
RUI PATO - VIOLA
HUMBERTO MATIAS - VIOLA
ARMANDO LUÍS CARVALHO HOMEM - VIOLA
RUI LUCAS - VOZ
MÁRIO ROVIRA - VOZ
HEITOR LOPES - VOZ

O MUSEU ACADÉMICO É NO PRIMEIRO PISO DO COLÉGIO DE S. JERÓNIMO.

Compareçam e divulguem

Saudações Académicas

Rui Lopes

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mais uma curiosidade com a Balada de 89


João Nuno Barreiros colocou esta foto no Facebook com esta legenda:
"Encerramento do Sarau da Queima das Fitas de 1998, com os fados, a cantar a Balada de Despedida do 5 Ano Jurídico 88/89, num momento bonito... Todos os grupos participantes mobilizaram-se e subiram a palco para cantarem também!"

segunda-feira, 18 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Agenda do Cine Teatro de Estarreja



Agenda do site do Cine Teatro de Estarreja quanto ao espectáculo da próxima sexta-feira. Imagino onde foram buscar a foto ilustrativa, em que erraram o alvo. Vá lá que está lá o Rui Lucas para ela não ser completamente mentirosa.

Lá nos encontraremos amanhã, então.

IN: http://www.cineteatroestarreja.com/#agenda.php?list=all

terça-feira, 12 de abril de 2011

Crónicas da Serenata... (Viseu, Largo da Sé, 03.04.2011 – Semana Académica de Viseu)

Com um dia muito quente e deixando adivinhar uma noite menos fria do que expectável lá fizemos o obrigatório ensaio antes do jantar acompanhando as desventuras do SLB frente aos Almeidas do Porto, com rega, apagão e tudo. Temíamos a repetição da desorganização do ano anterior que não se veio a confirmar. Desta vez, e muito bem, até o Presidente da FAV apareceu devidamente trajado, tendo sido controlados os “emplastros” que no ano anterior tanto nos haviam incomodado durante a serenata. Também a Igreja da Misericórdia foi aberta pelo nosso amigo Jorge Novo permitindo uma afinação e preparação tranquila, fundamental para o bom decurso que aconteceu do programa musical estabelecido. Já o ambiente terá de ser repensado para o futuro. Se se pretende a recriação dum ritual tradicional tem de conseguir sensibilizar-se para as normas comportamentais inerentes. Tudo o que rodeia e enche o Adro da Sé mais que uma festa quase se torna um concerto Rock com barulho, palmas e bebida em excessos irrazoáveis. Terá o amável leitor a oportunidade de o confirmar com o ruído existente na captação vídeo que fizemos e de onde extrairemos alguns temas para aqui colocar. E se isto era tão audível junto do local em que tocámos, então imaginamos lá para os lados pelourinho ou da Catedral. Seria bonito reganhar o modo comportamental adequado a uma serenata e à sua significância numa festa académica como são estas semanas. Quanto ao programa este correu muito positivamente tendo todos dado boa conta de si. Pena foi que uma boa versão das “Variações em Lá menor” de Artur Paredes tivesse ficado inutilizada pelo barulho da sirene duma ambulância que vinha em resgate (palavra quase proibida entre nós portugueses por estes dias) provavelmente de mais um coma alcoólico… Para não variar, o ponto alto voltou a ser o último tema, a inevitável “Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico de 88/89” cantado em coro por centenas de pessoas presentes. Muito agradável e reconfortante. Foi bom regressar a Viseu e à Semana Académica…