sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Quem somos nós...

ALCIDES SÁ ESTEVES
Licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1985-1990), tendo sido bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (1983-1990), é Advogado com escritório na cidade de Aveiro.

Natural de Fermelã, concelho de Estarreja, onde ainda reside e desde sempre desenvolveu profusa actividade cívica, social, desportiva e política onde se destacam, entre outras, o exercício das funções de Delegado, eleito pelo Conselho Distrital de Coimbra, ao V Congresso dos Advogados Portugueses, Docência de Sociologia e Relações Públicas na Escola Secundária de Ílhavo, Presidente da Direcção da Associação Desportiva Arsenal de Canelas, Past-Presidente do Rotaract Club de Estarreja, Presidente do Conselho Fiscal da Associação de Carnaval de Estarreja, Atleta da Secção de Futebol da Associação Académica de Coimbra, membro fundador do “Forum Estarrejense”, Presidente e Vice-Presidente do Conselho Superior de Disciplina da Associação de Andebol de Aveiro, colaborador do mensário “Voz Regionalista”, atleta do “Grupo de Atletas Veteranos de Estarreja – GRAVES, coordenador do “Prémio Prof. Doutor Manuel de Andrade”, para recém-licenciados em Direito (edições de 2003; 2004; 2005), Presidente do Conselho Jurisdicional da Associação de Atletismo de Aveiro, Presidente do Rotary Cub de Estarreja, Director da Rádio Voz da Ria, Secretário da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Estarreja , Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Humanitária de Salreu, Presidente da Direcção da Sociedade Recreativa e Musical Bingre Canelense, Vereador na Câmara Municipal de Estarreja, Presidente da Assembleia Municipal de Estarreja, Presidente do Conselho Distrital de Jurisdição (Aveiro) do CDS-PP.

Integra, desde o início do ano de 1989, o Grupo de Fados de Coimbra Toada Coimbrã na sequência do conhecimento que tomou com os outros elementos no âmbito da aprendizagem de Canto de Coimbra que se encontrava a efectuar nas Escolas da Secção de Fado da A.A.C., aí se mantendo ininterruptamente desde essa data.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Anúncio do Diário de Coimbra de hoje


O Diário de Coimbra é um dos Media Partner para a realização do espectáculo do próximo dia 6 de Dezembro em Coimbra, pelas 21.30 horas, no Café de Santa Cruz.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Crónicas de cima do palco... (Viseu, Teatro Viriato, 24.11.2007)

Foto José Alfredo


Foi um daqueles dias em que não parecia termos já feito centenas de espectáculos juntos. Notava-se, desde o meio da tarde, um nervoso miudinho e um forte sentido de responsabilidade. Afinal, Viseu tem forte história junto do grupo. Já tocámos para muitas entidades e em muitas circunstâncias por aqui ao longo dos últimos vinte anos. Temos muitos amigos, família e colegas, por cá. Ahhh, e, claro, a Infantuna que tanto nos diz, em especial a mim e ao Vicente.
Eles foram impecáveis. Cumpriram horários, tiveram o comportamento do costume – inatacável. Ainda por cima, à última hora, “obrigaram-me” a vir de fora da cortina directamente para o meio deles para cantar uma das músicas do meu tempo. Depois despacharam mais meia dúzia de temas de forma limpinha, onde meteram mais algumas autorias minhas e do Vicente. Entre elas, Piazzola só com vozes e piano, terminando com a versão coreografada do “Indo eu...”


Veio o intervalo e os nervos a aumentar para todos nós os seis. Tanto que até caímos na velha ratoeira de afinar nos camarins em vez de no palco, com uma diferença de temperatura de talvez mais de seis ou sete graus. O que, durante o concerto, causou os problemas do costume e tínhamos a obrigação de prever.
Depois, logo no início, apesar da sala cheia, a indecisão do público quanto ao poder ou não aplaudir cada peça. Felizmente, o Alcides teve a presença de espírito suficiente para, com elegância, levar tudo ao devido lugar.
Mas era uma daquelas ocasiões em que tudo parecia fazer comichão. Até a cadeira me parecia mais alta dez centímetros do que deveria. A sensação era de algum desconforto.
Depois, no entanto, as reacções passaram a ser mais espontâneas e tudo correu com normalidade, tirando a parte algo lamechas que foi a explicação do significado do “Renascer”. Valeu pelo reforço da afirmação da amizade que nos une e pela salva de palmas que, a final, foi tributada ao Rui pela soberba interpretação.
As guitarradas correram bem e sem grandes “pregos”. Melhor que isso, depois de ver a gravação, até descansei: foi tudo melhor do que o que pareceu lá em cima.
A parte final foi magnífica. Os últimos fados correram muito bem. A intervenção do Dr. Fernando Ruas foi sóbria mas calorosa, apropriada ao momento. A Balada de 89, com a ajuda da Infantuna e os arranjos do Dionísio Vila Maior assumiu uma perspectiva quase sinfónica, tendo funcionado muito bem. O espectáculo não poderia ter acabado de melhor forma.
No final, o convívio com quem tinha estado transmitiu a sensação do agrado geral, com muita emoção à mistura, algumas fotografias e descompressão geral.
Em suma: valeu a pena.
Só que depois os nervos recomeçaram... Coimbra está já aí à porta...

Apresentação do CD "Toada Coimbrã" na cidade de Coimbra - Cartaz

No próximo dia 6 de Dezembro, o Grupo Toada Coimbrã apresenta o CD de originais à cidade de Coimbra. Co-organizado pela Secção de Fado da AAC, o espectáculo de apresentação terá lugar no majestoso Café Santa Cruz, com início às 21,30 horas. Conta com a participação da prestigiada Estudantina Universitária de Coimbra, que actuará na primeira parte. A entrada é livre e o convite é dirigido a todos os amigos e amantes da canção de coimbra que, de uma ou outra forma, acompanharam os 20 anos de existência do Grupo Toada Coimbrã. Esperamos por todos!

domingo, 25 de novembro de 2007

Em VISEU foi assim...



Viseu encontrou-se com 20 anos de Canção de Coimbra.

Ontem à noite, no Teatro Viriato, o Grupo de Fados de Coimbra Toada Coimbrã apresentou o seu CD de originais. A sala encheu-se de gente ilustre e interessada, curiosa por ouvir ao vivo 20 anos de canções a lembrar Coimbra. Na primeira parte, o público escutou a prestigiada Tuna Académica de Viseu "Infantuna", verdadeira embaixadora da cidade e que já nos habituou à qualidade da sua presença em palco. Na segunda parte, o Grupo Toada Coimbrã apresentou 12 temas do CD de originais, o último dos quais (Balada do 5º ano Jurídico de 89/90) bem acompanhado pelo coro da Infantuna com arranjo preparado para o efeito.

Com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Viseu, a organização deste espectáculo proporcionou mais um momento alto no percurso do Grupo Toada Coimbrã.

Ao Dr. Fernando Ruas e a todos quantos nos honraram com a sua presença um grande Bem-Haja!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Espectáculo de Viseu - 24 de Novembro de 2007 - O Programa


- Balada de Coimbra (Pop. – Arr.: José Elyseu)
- Trova das Capas (António Vicente / Rui Pedro Lucas)
Ficarei até morrer (António Vicente)
Na tua Ausência (António Vicente / Rui Pedro Lucas)
Renascer (António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas)
Canção Para o nosso Amor (António Vicente)
Toada Coimbrã (Indicativo) (António Vicente)
Triste Devaneio (João Paulo Sousa)
Serenata à noite (António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas)
– Soneto D’Amigo (António Vicente / Rui Pedro Lucas)
Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 89/90 (António Vicente / Rui Pedro Lucas)
Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 (António Vicente // João Paulo Sousa / Rui Pedro Lucas)

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Espectáculo de Coimbra - 6 de Dezembro de 2007 - O Flyer e os Convidados

Está perto a data de apresentação do CD "Toada Coimbrã" na Lusa Atenas. Será já no dia 6 de Dezembro pelas 21.30 horas no histórico Café de Santa Cruz, na baixa de Coimbra.
A apresentação será de entrada livre, sendo, por isso, o flyer exibido ao lado uma mera divulgação do evento.

Este espectáculo em Coimbra terá como convidada especial a nossa querida Estudantina Universitária de Coimbra da Secção de Fado da AAC de que António Vicente, João Carlos Oliveira, João Paulo Sousa e Rui Lucas, embora este mais episodicamente, são antigos componentes. Refira-se que a Secção de Fado da AAC organiza este lançamento conjuntamente com o grupo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Porta Férrea (Coimbra) 1991


Mais uma das fotografias da série produzida com vista à edição da K7 já referenciada neste blog.
Tem a particularidade de, além de retratar um edifício histórico da Universidade de Coimbra, perenizar também um funcionário tradicional da mesma - O Archeiro - resquício do antigo corpo de guardas da Instituição e que zelavam em especial pelo cumprimento do foro específico de que gozavam os estudantes, "in illo tempore", embora aqui sem a sua arma, actualmente apenas cerimonial, a alabarda.
Curiosamente, esta mesma fotografia veio mais tarde a ser escolhida para constituir elemento pictórico integrante da capa de um CD que nunca chegou a ser editado por decisão do próprio grupo, trabalho esse que era constituido em partes iguais por fados tradicionais e por fados inéditos, alguns dos quais vieram apenas a ser editados no recente trabalho de 2007.
A foto é também da autoria de Baptista.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Espectáculo de Viseu - 24 de Novembro de 2007 - O Convite


A Organização do espectáculo de lançamento do Cd Toada Coimbrã, assumida pela C.M. Viseu encontra-se a endereçar os convites para o mesmo. Aparentemente, a capacidade da sala está praticamente esgotada.
Saliente-se, mais uma vez, a valiosa participação da Infantuna no evento.
A ambas as entidades, os nossos maiores agradecimentos.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 - A Letra, a partitura e o video


Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida,
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um ar, na tua vida.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.


Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar,
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.


Letra/Música: António Vicente // João Paulo Sousa / Rui Pedro Lucas



Das diversas transcrições de que temos conhecimento, esta é a pauta que mais se aproxima da versão original executada pela Toada Coimbrã. Tem ainda o bónus de vir acompanhada com o acompanhamento de viola e respectivas tablaturas. Para os mais incautos fica o aviso que a mesma é apresentada no "Tom de Coimbra", ou seja, o som real está situado uma segunda abaixo daquele que é apresentado na pauta.






A transcrição é publicada com a amável autorização do seu Autor, o nosso amigo Dr. Manuel Soares, insigne guitarrista de Coimbra, residente e antigo estudante do Porto onde personifica o virtuosismo da execução da Guitarra de Coimbra elevada ao seu máximo expoente. Faz parte, como é mencionado nas pautas, do Grupo de Fados da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, tendo quer pessoal quer colectivamente marcado presença nas últimas Serenatas Académicas realizadas naquela Invicta Cidade. Realiza igualmente, e com regularidade, concertos um pouco por todo o país.
A ele, o nosso agradecimento.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Espectáculo de apresentação em Viseu do CD "Toada Coimbrã" - O cartaz


Vai realizar-se já no próximo dia 24 de Novembro pelas 21.30 horas o espectáculo de apresentação do CD de originais recém-editado, em Viseu.
O espectáculo é organizado pela Câmara Municipal de Viseu (http://www.cm-viseu.pt/) e produzido pelo próprio grupo no Teatro Viriato (http://www.teatroviriato.com/).
À semelhança da maioria dos espectáculos da mesma natureza, essa noite contará ainda com a presença da prestigiada Tuna Académica Infantuna Cidade de Viseu, prevendo-se o final do mesmo com a intervenção simultânea dos dois agrupamentos.
A ligação entre ambos é já longa, sendo João Paulo Sousa um dos fundadores desta Tuna e António Vicente seu sócio honorário (e para a qual compôs vários temas integrantes do seu repertório habitual).
T. A. Infantuna C. V.
T. A. Infantuna C. V.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Quem somos nós...

JOÃO CARLOS OLIVEIRA
Licenciado em Ciências Históricas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1983/1987) e diplomado em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública (1991/1993), exerce a actividade profissional de Administrador Hospitalar.

Nascido a 29 de Fevereiro de 1964 na freguesia de Carapelhos, Concelho de Mira, Distrito de Coimbra, iniciou-se na execução de alguns instrumentos (órgão e viola) desde muito cedo, herdeiro de uma tendência (genética) musical familiar que remonta a seu avó paterno. Aos 15 anos integra, pela primeira vez, um grupo musical constituído por conterrâneos que tinham como laço de união o gosto pela música e alguns dotes musicais, colocando-os ao serviço da terra que os viu nascer e crescer. Já em Coimbra, terra por adopção (para onde foi estudar desde o sétimo ano unificado, em 1976), integrou a Associação Cultural e Recreativa do Alto S. João, a convite de António Vicente, tendo efectuado diversos espectáculos pelo país ao serviço daquela instituição (1979/1982). Integrou, ainda, dois grupos musicais (de baile) entre 1981 e 1985. Na qualidade de estudante e empenhado que esteve na renovação das tradições académicas que marcaram a geração de 80, foi membro da Secção de Fado da AAC, integrando a Estudantina Universitária de Coimbra (1985/1988), tendo participado como executante de viola na gravação do trabalho discográfico “Estudantina Passa”. Ainda na Secção de Fado, fez parte do grupo de instrumentistas da Orquestra Típica, tocando viola e cavaquinho.

Enquanto estudante universitário, envergando a capa e batina, participou com toda uma geração de estudantes em diversas serenatas de rua, fazendo o périplo das ‘namoradas’ e dos lares femininos.

Em 1987, a convite de Rui Pedro Lucas, extensivo ao então ‘aprendiz’ de guitarra António Vicente, participou no concurso televisivo “Com Pés e Cabeça”, com a apresentação de um fado inédito (Alta Noite na Sé Velha) integrado nas provas da equipa de Coimbra presente naquele concurso. O êxito desta apresentação na RTP foi o rastilho para a origem de um Grupo de Fados de Coimbra que nasceu com o nome Toada Coimbrã, no qual se mantém desde a sua fundação.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Baladas de Despedida dos Anos 90

Baladas de 90 - Capa

Na sequência da edição anterior foi efectuada também a compilação das Baladas de Despedida dos Anos 90. Produzida pelo Conselho de Veteranos da UC e editada pela Secção de Fado da AAC, gravada nos Estúdios Agitarte por João Moreira, com fotgrafias e grafismos de Bruno Batista.

A Toada Coimbrã participa ainda com um tema, o primeiro do álbum, a Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico de 1989/90, com letra de António Vicente e música de Rui Pedro Lucas, executada na Serenata Monumental da Queima de 1990, e que marca a última presença do grupo na Sé Velha, nesse tipo de ocasião.
Era finalista de Direito, nesse ano, o cantor Alcides Sá Esteves.

Baladas de 90 - Interior

Baladas de 90 - Contracapa

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Baladas de Despedida dos Anos 80

Baladas dos Anos 80 - Capa

Ref: SF 004 - Edição Secção de Fado da AAC /Conselho de Veteranos
Primeira compilação pós restauração da Praxe, contendo as baladas da despedida inéditas apresentadas nas Récitas de Quintanistas e/ou Serenatas Monumentais da Queima das Fitas de Coimbra na década de oitenta do Séc. XX, sendo a primeira delas de 1984 até às duas últimas de 1989.
A Toada Coimbrã contribui com dois temas, correspondentes às faixas 3 e 6. O primeiro desses temas "Evocação a Coimbra" originalmente apresentada na Récita de Quintanistas de 1985 (e então cantado por Paulo Saraiva) é da autoria de Petrónio Ricciuli, residente em Coimbra mas nascido em Viseu. O segundo tema é a conhecida "Balada do 5º Ano Jurídico 1988/89" executada as primeiras vezes na Récita dos Quintanistas e Serenata Monumental em Abril/Maio de 1989. Nesse ano eram finalistas os componentes António Vicente e João Paulo Sousa. Na compilação foi utilizada a gravação já antes efectuada para a edição do EP já referenciado neste blog.
Todas as restantes Baladas pertencem aos demais grupos intervenientes na compilação, correspondendo, cremos, às respectivas primeiras gravações.

Resta dizer que as gravações e masterização foram feitas nos Estúdios Musicorde, em Campo de Ourique, Lisboa, por Rui Remígio (já conhecido da academia por haver gravado os dois primeiros albuns da Estudantina Universitária de Coimbra) e foto na contracapa da responsabilidade de José Batista, conhecido fotógrafo da academia coimbrã.

Baladas dos Anos 80 - Interior

Baladas dos Anos 80 - Contracapa

Na fotografia supra podemos identificar: 1ª Fila - Manuel Pêra, António Vicente, João Paulo Sousa, José Alberto Rabaça e Luís Carlos Santos. 2ª Fila: Jorge Mira Marques, João Carlos Oliveira, Paulo Soares, António José Moreira, Henrique Ferrão e José Carlos Ribeiro. 3ª Fila (os cantores): Jorge Cravo, Alcides Sá Esteves, Luís Alcoforado e Rui Pedro Lucas.

Esta compilação tem ainda a curiosidade de haver sido, originalmente, editada ainda sob a forma de LP (vinil) e K7, utilizando similares componentes gráficos de apresentação.
Deixa-se assim abaixo, por questão de perspectiva, imagem do conjunto capa/contracapa que revestia o vinil.
Baladas dos Anos 80 - Capa e contracapa do vinil

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Dizem de nós... (IV)

Educ'ART
TOADA COIMBRÃ, Grupo de Fados de Coimbra
Gostaria de deixar aqui algumas palavras de agradecimento a quem tanto tem feito pela "Canção de Coimbra". Estas palavras dirijo-as ao Grupo de Fados de Coimbra, Toada Coimbrã, Rui Pedro Lucas, António Vicente, João Paulo Sousa, Alcides Sá Esteves e ao saudoso Sr. António Dias Lucas (pai do Rui Pedro Lucas) que escreveu poesia, alguns poemas para este grupo. António Dias Lucas está e estará desta e de outras formas para sempre nos nossos corações...

Já com alguns cabelos brancos, o Grupo Toada Coimbrã editou recentemente um trabalho de originais em CD com o mesmo nome - Toada Coimbrã, que de resto é já bastante conhecido entre muitos... pode ser adquirido a título de exemplo na FNAC.

Em minha opinião mais uma "Maravilha do Mundo" a não perderem.


Um grupo de amigos, de há longa data, que se encontrava pela Associação Académica de Coimbra em ensaios, para levar a Canção de Coimbra, da minha, da nossa Cidade Natal, aos quatro cantos do Mundo!!


Parabéns a todos!! Bem Haja!!

In: http://isabelmariados.blogspot.com/2007/07/toada-coimbr-grupo-de-fados-de-coimbra.html

Dizem de nós... (III)

PALAVRAS SOLTAS


TOADA COIMBRÃ
Hoje venho falar-vos de afectos, de Coimbra...uma cidade que aprendi serenamente e neste tempo já maduro a vivê-la...a senti-la...a entendê-la...a perceber o quanto é mesmo única.

A vida não me proporcionou a possibilidade de a conhecer menina e moça...de a conhecer em plena juventude na quimera das ilusões...na utopia do sonho...na paixão, mesmo que efémera, da juventude...na essência do viver Coimbra...no sorver do conhecimento...no meu crescimento enquanto homem.

Tal não significa que não a saiba também viver...

Aprendi a conhecer as pessoas, a respirar os seus lugares míticos, outrora repletos de afectos...de sonhos...de amores, a Lapa...o Choupal...a Fonte dos Amores...o Penedo da Saudade...a Sé Velha...a Igreja de Santa Cruz...Santa Clara, etc...e e muitos, muitos outros lugares e momentos que não vivi...mas que vivo hoje, com a alegria profunda por tê-los descoberto...

Fiquei, tal como outrora, mas hoje com mais profundidade, por viver mais perto dela, seguidor sereno é certo, mas consumidor sôfrego da Canção de Coimbra.

Quero deixar-vos com uma homenagem pessoal, a Coimbra...cidade...canção...fado...balada...a que hoje posso chamar de "minha" Coimbra.

Nada melhor que vos trazer uma das vozes mais doces, profundas preenchida com o sentimento das palavras e das notas da guitarra que me deram o prazer, o muito enorme prazer de conhecer, ouvir...gostar...adorar...da Canção de Coimbra. Voz que me atreveria a dizer uma das mais envolventes de sempre, senão a melhor e mais bela, na mítica Canção de Coimbra.

Falo-vos de Rui Lucas. Hoje já há muito ultrapassados os verdes anos da mocidade, ainda mantendo intacta a beleza da sua voz, continua igual a si próprio, fazendo do fado, da balada...da canção de Coimbra...a sensibilidade...com a profundidade de quem sente o que canta e canta o que sente....o sentimento profundo de quem vive cada letra...cada nota...cada quadra...com a verdade do soltar dos afectos sentidos e do sentimento do afecto.

Com ele, um grupo...não um grupo como outro...não mais um grupo de fados de Coimbra...atrever-me-ia a dizer...O GRUPO.

Falo-vos do Grupo de Fados de Coimbra....TOADA COIMBRÃ!

20 anos de canções, 20 anos de vivências, de estrada, de espectáculos, de noites de boémia, de serenatas, 20 anos de memórias, finalmente em disco.

Aconselho-vos a ouvir...vale a pena...acreditem vão sentir o arrepio próprio de quem ouve e sente o que ouve...o arrepio da beleza da arte...

O Disco tem por título exactamente TOADA COIMBRÃ, está desde ontem nas lojas, e foi editado pela Ovação.

Desculpem a minha ousadia e o pleonasmo mas em relação ao Rui Lucas atrever-me-ia a dizer...A VOZ!

Pelo Rui Lucas em particular, por Coimbra e pela canção de Coimbra...pela Toada Coimbrâ, fica esta minha singela homenagem!


In: http://sol.sapo.pt/blogs/eduardo1957/archive/2007/06/25/TOADA-COIMBR_C300_.aspx

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

K7 com Fados clássicos editada em 1992

Capa da K7

Interior da capa da K7


Ref: MOV 20268

Trabalho fonográfico editado em 1992 pela MOVIEPLAY PORTUGUESA embora gravado e produzido ainda em 1991.
Corresponde à fase do amadurecimento do grupo e, na generalidade, ao período de ouro das faculdades individuais de cada elemento e quando ainda todos tinham uma total e absoluta disponibilidade pessoal.
Este trabalho aparece na sequência do enorme sucesso dos temas originais que iam sendo apresentados como a "Balada do Quinto Ano Jurídico 88/89", "Alta Noite na Sé Velha", "Trova dum Amor Perdido" ou "Ficarei Até Morrer".
Com milhares de quilometros percorridos e centenas de espectáculos quis-se perenizar as influências clássicas de que o grupo comungava : Luís e Armando Goes, os Paredes, Afonso de Sousa e outros.

Propunha-se este trabalho meramente a uma divulgação alargada do grupo, destinando-se apenas ao chamado "mercado expositor". Porém, de acordo com informações oficiosas obtidas, e mesmo apenas neste suporte, terá vendido várias dezenas de milhares de cópias. Em Coimbra, por exemplo, nos anos seguintes estava sempre esgotado.

Mais tarde esta gravação causou mal estar com a Editora que não permitiu a reprodução parcial noutro formato (CD) com a alegação uqe pretendia inserir alguns conteúdos numa colectânea de grande fôlego, o que até agora parece nunca ter acontecido.

Na segunda imagem inserida pode ser verificado o índice e duração de cada um dos temas.

Gravura do Verso da Contracapa do CD TOADA COIMBRÃ



Gravura do verso da contracapa do CD "Toada Coimbrã" da autoria de Luís Carlos Santos, de 1998.

O Autor é uma pessoa multifacetada, sendo um pintor com créditos firmados e múltiplas exposições individuais e colectivas. Na Canção de Coimbra, porém, é mais conhecido por ser viola do grupo "Praxis Nova", um dos principais, se não mesmo o principal, da sua geração. Colaborou já também com outros nomes importantes, desigandamente, Jorge Cravo.
Sempre manteve uma óptima relação com a Toada Coimbrã sendo inclusivamente cunhado de um dos seus elementos, João Paulo Sousa.
Acedeu gentilmente, o que aqui uma vez mais agradecemos, à inclusão da sua gravura neste trabalho, que teve de ser trabalhada para aparecer sobre um fundo negro.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Dizem de nós... (II)

A aventura da Toada Coimbrã


Chegou finalmente aos escaparates o mais recente trabalho do grupo de fado "Toada Coimbrã" , composto por ilustres figuras também elas do meio tunante com destaque para o meu amigo e Dr. João Paulo Sousa, bem como natural referência ao incontornável António Vicente, autor de tantos e tantos temas que são hoje memória colectiva tunante deste país. Participam ainda Aleides Sá Esteves, Jorge Mira Marques, João Carlos Oliveira e Rui Pedro Lucas na composição do grupo.

Composto por 16 temas de uma inegável criatividade e melhor interpretação, este "best off" do afamado grupo Coimbrão transporta o ouvinte para o ambiente romântico da Coimbra estudante, num trabalho como acima referi acima de suspeitas e com temas mais que celebrizados, com natural destaque para a "Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89" que tantas Tunas nacionais interpretam e que a Estudantina Universitária de Coimbra incluíu no seu repertório habitual. Destaco ainda pessoalmente o tema "Trova das Capas" e a guitarrada " Triste Devaneio", entre os temas contidos nesta obra.

Não sendo por excelência este blog um espaço dedicado ao Fado de Coimbra, retenho aqui - como antes o fiz noutros quadrantes - mais um excelente exemplo prático do que pode ser a continuação da actividade cultural e musical de Tunos e ex-Tunos. Recomendo vivamente a sua escuta atenta e em breve será este trabalho divulgado por todo o país de forma absolutamente inovadora, como virão a constatar.

publicada por As Minhas Aventuras na Tunolândia às 11:31 PM 0



In: http://asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/2007/07/aventura-da-toada-coimbr.html

Dizem de nós...

"Melodias da Toada Coimbra"


Meia dúzia de ilustres e insígnes académicos cristalizaram 20 anos de carreira num trabalho discográfico que me chegou em mão no início deste mês.
Estou a falar do grupo de fados/canção de Coimbra, Toada Coimbrã, o qual dispensa apresentações biográficas, dado ser um grupo sobejamente conhecido e reconhecido.

Como dizia, recebi um exemplar das mãos do meu amigo Dr. João Paulo Sousa, quando aqui passou por Lisboa em trabalho, telefonando-me para irmos beber um copo e trocar dois dedos de conversa.
Falou-me deste CD com aquele orgulho e vaidade (e com razão, diga-se, que o disco esta soberbo) de quem anunciava ter mais um rebento, explicando-me, contando-me, narrando-me os pormenores, o trabalho e esforço por detrás da gravação deste "Best-Of" que vem coroar duas décadas a cantar Coimbra................ e a encantar quem os foi ouvindo.

A Toada Coimbrã já tinha em casa, em dois trabalhos discográficos, da chancela da Secção de Fados da A.A.C., de seu nome “Baladas de Despedida, anos 80”, com a participação de três grupos e onde a Toada interpreta dois temas, e o das "Baladas de Despedida dos anos 90" (onde a Toada apenas interpreta um tema, já que os grupos participantes no disco eram mais), mas este CD já era esperado na minha colectânea há algum tempoe, por certo, com muita expectativa e curiosidade.

Mas, voltando à coisa, dizer que, no meio conhecedor, se aguardava, com expectativa algo que deixasse um legado e registo para as gerações futuras.
O João Paulo já me falava disso há algum tempo, mas não havia maneira do trabalho ver a luz do dia.
Hoje, finalmente, cá está, para gáudio de todos quantos gostam e apreciam boa música, e especialmente a canção de Coimbra.

Uma óptima companhia para preencher algum do tempo livre com som de qualidade e temas belíssimos onde continuo a destacar, acima de todas as outras a Balada do 5º Ano Jurídico 88/89.

Mais do que um grupo famigerado, de fama bem merecida, a Toada Coimbrã alberga alguns académicos de referência no que concerne as Tunas, onde destacaria o meu amigo João Paulo Sousa (o “TunoGasto”) e o António Vicente, ícone e marco incontornável da história tunante, cujos poemas e músicas ocupam um lugar cimeiro do imaginário tunante nacional.
Estamos perante um grupo que fez parte da geração que impulsionou o boom tunante, que esteve na proa da cultura académica de Coimbra e foi testa de ferro na promoção das tradições académicas.

Este CD, com o título Toada Coimbrã, a própria designação do grupo, encerra, desta forma, um capítulo glorioso da Canção de Coimbra, sendo considerado pelos mais entendidos na matéria como o grupo de referência nestes últimos anos.
Soa este trabalho, também, a nostalgia e saudade, tal como parece antever o final de um ciclo, mas uma coisa é certa: ficarão até morrer (como tão bem expressa o tema da faixa 3), agora que perenizaram o seu labor e testemunho em registo áudio.

Parabéns, Toada Coimbrã, pelo caminho percorrido e fizeram percorrer aos fãs.

Boa nota pelas notas!

Publicado por Pena às 18:14



In: http://notasemelodias.blogspot.com/2007/07/melodias-da-toada-coimbra.html

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Logotipo



"Na época em que os Toada Coimbrã surgiram, os grupos juvenis de CC viviam do mais puro amadorismo. Já não era aquele tempo em que os grupos eram designados pelo nome do guitarrista titular, tipo o grupo do Mansilha, do Chico Menano, do Paredes, do Bagão, do Brojo, do Tuna. Escolher e usar um nome ainda era aceitável. Mas ter um logotipo ou um emblema era considerado crime de lesa pátria. O mais ténue sinal publicitário era impiedosamente fustigado com o labéu da comercialização. A questão do caché gerava irados pudores e intermináveis discussões.
...
E esses grupos juvenis eram suficientemente ingénuos para não saberem gerir os seus interesses. Neste particular, temos de reconhecer que os Toada Coimbrã fizeram pioneiramente época. Criaram um logotipo promocional estilizado e implementaram campanhas amadoras de divulgação de contactos/endereços num tempo em que ainda não havia internet. Foram invejados e criticados pelas más línguas coimbrinhas, mas se virmos bem, o tempo veio dar-lhes razão."


Dr. António Nunes
(Texto integral já transcrito abaixo em http://toadacoimbra.blogspot.com/2007/10/ep-toada-coimbr-1990.html)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Serenata Monumental da Queima das Fitas 1989 - Coimbra



Grande destaque de Mário Martins à apresentação radiofónica (e RTP?) da Serenata Monumental da Queima das Fitas de Maio de 1989 por Sansão Coelho, e às vozes dos novos divos da CC, Rui Moreira pelos Praxis Nova e Rui Lucas pelos Toada Coimbrã. À data, nenhum dos cantores era desconhecido nos meandros académicos. Rui Lucas aparecia habitualmente em eventos musicais pelo menos desde 1987 com o núcleo original dos Toada Coimbrã. Em 1985 integrara o Grupo Oficial da Secção de Fado da AAC, com Luís Alcoforado, Carlos Costa, José Ourives e João Carvalho. Rui Moreira já fora aparecendo com o Praxis Nova e dera que falar na Sé Velha com uma notável interpretação do tema "Rua Larga".
Em Maio de 1989 a RTP transmitiu em directo uma parte do Cortejo da Queima das Fitas e creio que também a Serenata Monumental. O apresentador de serviço foi uma vez mais o experimentado Sansão Coelho, ligado a programas radiofónicos, televisivos, e espectáculos de CC desde a década de 1960. Das novas baladas de despedida de quintanistas desse ano, fez furor nos solos Rui Lucas no tema "Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico de 1988/1989" (Sentes que um tempo acabou...). Os Toada Coimbrã apostaram forte e ganharam a parada. A balada tinha todos os ingredientes adequados: melodia trauteável, letra tributária dos mitos e representações caras aos quintanistas que lacrimosamente se despedem da Alma Mater, o convidativo coro, a voz sedutora e envolvente de Rui Lucas.
No imediato, esta balada originou a gravação de um ep, por sinal o último de uma longa linhagem que se iniciara no já distante ano de 1956. Foi o adeus ao vinil em 45 rpm. Paz à sua alma!

Imagem: destaque de uma alargada reportagem com textos e fotografias editada pelo JORNAL DE COIMBRA, ANO II, Nº 85, 10 a 16 de Maio de 1989, pág. 6.

Dr. António Nunes
In: http://guitarradecoimbra.blogspot.com/2006/01/serenata-monumental-da-queimas-das.html

EP Toada Coimbrã (1990)

Capa

Contracapa

Rosto e verso do EP "Toada Coimbrã", Duplisom SG 3021, ano de 1990, gravado nos estúdios Musicorde, de Lisboa, em finais de 1989. A fotografia da capa é da própria Serenata Monumental da Queima das Fitas de 1989, reconhecendo-se todos os elementos da formação, e ainda Luís Carlos Santos, Rui Moreira, Rui Silva, José Rabaça, Henrique Ferrão e Luís Alcoforado. O verso apresenta um grande plano do Hotel Universal, da Figueira da Foz, que então patrocinou a edição do EP.
Os elementos da formação Toada Coimbrã encontraram-se na Secção de Fado da AAC. O guitarrista António Vicente tocava viola, compunha e cantava na Estudantina. João Paulo Sousa era membro da Estudantina. Rui Lucas fizera parte do Grupo de Fados da Secção de Fado da AAC em 1985. Os dois executantes de viola, João Carlos Oliveira (sócio da Orquestra Típica e da Estudantina) e Jorge Mira Marques (antigo elemento da Orxestra Pitagórica e das Escolas da Secção de Fado), também andavam ligados a grupos da Secção de Fado da AAC. Os dois guitarristas fizeram a sua formação inicial com Fernando Monteiro, tendo posteriormente transitado para as sessões orientadas por Jorge Gomes nas Escolas da Secção de Fado.
O núcleo original dos Toada constituiu-se em 1987, ano do êxito "Alta Noite na Sé Velha", com António Vicente (g), João Carlos Oliveira (v) e Rui Lucas (voz). Em 1988 esta formação foi alargada com a entrada de João Paulo Sousa (g), Jorge Mira Marques (v) e Alcides Sá Esteves (voz).
A "Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico de 1988/89" (Sentes que um tempo acabou), com letra de António Vicente e música de João Paulo Sousa e Rui Lucas, conheceu assinalado palmarés logo na Récita de Quintanistas e na Serenata Monumental da Queima das Fitas de Maio de 1989, tendo sido vocalizada por Rui Lucas e Alcides Esteves. Com ela os dois guitarristas do grupo fizeram a sua despedida, apesar da formação ainda ter marcado presença na Serenata Monumental da Queima das Fitas de 1990 com a "Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico de 1989/90" (Hoje acabou uma história que levo para contar...), ano em que se despedia Alcides Sá Esteves, igualmente de Direito.
O grupo Toada Coimbrã obteve alguma notoriedade pública entre 1987-1990, mantendo actividade regular até ao presente, não obstante a dispersão geográfica dos seus elementos. O cantor Rui Lucas foi referido em grande destaque pelo "Jornal de Coimbra", Nº 85, de 10-16 de Maio de 1989, pág. 6, como uma das vedetas da Serenata Monumental da Queima das Fitas desse ano. O tema "Alta Noite na Sé Velha", letra de António Dias Lucas e música de Rui Pedro Lucas, serviu de apresentação ao programa televisivo "Com pés e cabeça", fruto do convite formulado pelo grupo que representava Coimbra. E o êxito tem permanecido, pois em Maio de 2005 foi "Alta Noite..." cantado na Serenata Monumental da Queima das Fitas do Porto.
Além do EP mencionado, os Toada participaram no registo de temas incorporados no LP “Baladas da Despedida dos Anos 80”, Duplisom LP 1.004, ano de 1990, gravaram uma cassete com 12 temas clássicos ("Grupo de Fados de Coimbra Toada Coimbrã", Lisboa, Movieplay, 1992), e deram colaboração ao álbum negro da Secção de Fado da AAC (CD “Coimbra. Baladas, Fados e Guitarradas”, CD-SF 003, ano de 1994), bem como ao CD “Baladas da Despedida. Anos 90. Coimbra”, CD-SF 014, ano de 2002.
Na viragem da década de 80, esta formação divulgou temas inéditos, como um célebre "Ficarei até Morrer" (Gaivotas que o vento Norte não traz), muito trauteado a partir da respectiva divulgação na Sé Velha e marcou presença num programa televisivo dedicado à CC dos anos 80.
Os Toada têm actualmente pronto um trabalho de inéditos (já misturado e masterizado) que inclui os temas anteriormente referidos bem como outros criados pelo grupo entre 1987 e 2003, encontrando-se em estudo a forma e a oportunidade de publicação.
Na época em que os Toada Coimbrã surgiram, os grupos juvenis de CC viviam do mais puro amadorismo. Já não era aquele tempo em que os grupos eram designados pelo nome do guitarrista titular, tipo o grupo do Mansilha, do Chico Menano, do Paredes, do Bagão, do Brojo, do Tuna. Escolher e usar um nome ainda era aceitável. Mas ter um logotipo ou um emblema era considerado crime de lesa pátria. O mais ténue sinal publicitário era impiedosamente fustigado com o labéu da comercialização. A questão do caché gerava irados pudores e intermináveis discussões.
Ao cabo e ao resto os organizadores de festas e de eventos queriam a CC mas não pretendiam pagar o seu devido valor aos grupos juvenis no activo. Havia quem fizesse gala em lembrar as actuações gratuitas de antanho a troco de uma “bucha”. E havia, também, uma ou duas formações dinossauricas que arrebanhavam sempre o quinhão de leão dos convites e actuações. E esses grupos juvenis eram suficientemente ingénuos para não saberem gerir os seus interesses. Neste particular, temos de reconhecer que os Toada Coimbrã fizeram pioneiramente época. Criaram um logotipo promocional estilizado e implementaram campanhas amadoras de divulgação de contactos/endereços num tempo em que ainda não havia internet. Foram invejados e criticados pelas más línguas coimbrinhas, mas se virmos bem, o tempo veio dar-lhes razão.
Para os croniqueiros habituais da pseudo "estória" da CC, em cuja voz e pena não houve grupos juvenis activos nas décadas de 1980/1990 (ou então, até teriam existido, mas não fizeram nada de importante, diz-se), nem produção artística, eis neste EP e na pequena história que o rodeia uma boa prova de como os ditos croniqueiros produzem falsificações da história. Os Toada Coimbrã, tal como outras formações, foram reais. E o EP em questão não pode ser considerado apenas mais um disco entre tantos outros. Além das obras nele gravadas, ele testemunha o derradeiro grito das gravações vinil de 45 rpm da História da CC. Em termos de testemunhos da civilização material e de objectos de arqueologia industrial, este de 1990 fechou um longo ciclo cuja trajectória fora iniciada em 1956 com eps do Coimbra Quintet.

Dr. António Nunes
In: http://guitarradecoimbra.blogspot.com/2006/01/rosto-do-ep-toada-coimbr-1990-rosto-do.html

Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 (video)

Gravado em Lisboa através de telemóvel. Documento importante mesmo considerando a baixa qualidade de gravação. De salientar o coro de acompanhamento específico para aquele espectáculo. Data : 12.10.2007

Nota: O mesmo poderá ser encontrado aqui ao lado ou também em: http://youtube.com/watch?v=xpmG8nuk0ms

Oportunamente será aqui colocada a versão executada originalmente na Sé Velha de Coimbra por ocasião da Serenata Monumental da Queima das Fitas de 1989 bem como outras versões que vêm sendo executadas por outros grupos de Fado de Coimbra e não só.

Fotos do espectáculo de lançamento do CD em Lisboa - 12 de Out. 2007


Lisboa, 12 de Out de 2007



Lisboa, 12 Out 2007

O CD "TOADA COIMBRÃ"

Capa

Contracapa


ÍNDICE

1 – Alta Noite na Sé Velha (António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas)
2 – Na tua Ausência (António Vicente / Rui Pedro Lucas)
3 – Ficarei até morrer (António Vicente)
4 – Nostalgia (Pela noite quando canto) (António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas)
5 – Toada Coimbrã (Indicativo) (António Vicente)
6 – Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 (António Vicente // João Paulo Sousa / Rui Pedro Lucas)
7 – Fado do Adeus (Penedo) (António Vicente)
8 – Serenata à noite (António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas)
9 – Renascer (António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas)
10 – Trova das Capas (António Vicente / Rui Pedro Lucas)
11 – Triste Devaneio (João Paulo Sousa)
12 – Soneto D’Amigo (António Vicente / Rui Pedro Lucas)
13 – Trova de um Amor Perdido (António Vicente)
14 – Canção Para o nosso Amor (António Vicente)
15 – Meu Desalento (António Vicente / Rui Pedro Lucas)
16 – Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 89/90 (António Vicente / Rui Pedro Lucas)

FICHA TÉCNICA

Edição Ovação (p) (c) (2007)
Ref: 538CD

Gravado em 2005 e 2006 nos Estúdios Agitarte, em Coimbra
Técnico de Gravação & Masterização: João Moreira
Mistura: João Moreira e João Paulo Sousa
Capa e Design Gráfico: Paulo Medeiros
Fotografia interior: Foto Baptista
Guitarras de Coimbra construídas por Gilberto Grácio (1991) e Fernando Meireles (1998)
Produção: Toada Coimbrã

Serenata Monumental (Coimbra) 1989

Via Latina (Coimbra) 1991

Nota Biográfica

GRUPO DE FADOS DE COIMBRA “TOADA COIMBRÔ




O Grupo de Fados de Coimbra ‘Toada Coimbrã’ é composto por antigos estudantes de Coimbra que na década de 80 frequentaram aquela insigne e velha Universidade. Hoje, duas décadas decorridas após a sua criação e não obstante alguns dos seus elementos exercerem actividade profissional fora de Coimbra (Aveiro, Viseu e Castelo Branco), a divulgação da Canção de Coimbra continua a ser o motivo de encontro destes antigos estudantes e a forte responsável pela amizade que os une. Esta é, aliás, a grande diferença do grupo Toada Coimbrã, a sua longevidade enquanto grupo e sempre com a mesma formação.

Início de actividade

O Grupo “Toada Coimbrã” iniciou a sua actividade em Março de 1987, então apenas com três elementos, com a apresentação de um fado inédito num programa televisivo. Os elementos que o constituíam na sua génese, bem como os que se vieram a juntar um ano depois, passaram pela escola de fado da Secção de Fado da AAC, local onde, aliás, todos se conheceram.

Composição

António José Vicente: guitarra portuguesa, Jurista
João Paulo Sousa: guitarra portuguesa, Advogado
João Carlos Oliveira: viola, administrador Hospitalar
Jorge Mira Marques: viola, Psicólogo
Rui Pedro Lucas: cantor, Técnico da área Físico-Quimica
Alcides de Sá Esteves: cantor, Advogado


Actividade (Repertório)

Empenhado que está na divulgação da canção de Coimbra, o Grupo ‘Toada Coimbrã’ apresenta nos seus espectáculos Fados, Trovas e Baladas que marcaram as várias épocas da Canção Coimbrã. No entanto, um dos seus objectivos tem sido o da contribuição para criar novas canções de Coimbra (letra e música), sendo, neste sentido, um grupo de referência da década de 80 e 90, cujos temas inclui nos espectáculos e serenatas. Dos temas inéditos, destaca-se a Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico de 1989, pelo êxito que alcançou, sendo, ainda, uma das Baladas da Despedida mais ouvidas.


Actuações

Para além de actuações por todo o país incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira em festividades, espectáculos, festas académicas, o grupo ‘Toada Coimbrã’ conta no seu curriculum com participações em eventos de importância nacional e internacional dos quais se destaca:
- grupo convidado na Europália que decorreu na Bélgica em Setembro e Outubro de 1991 (tendo aí feito diversos espectáculos em várias cidades Belgas);
- serenatas de abertura e encerramento das comemorações dos 700 anos da Universidade de Coimbra, em 1989;
- serenatas das comemorações dos 10 anos da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra, em 1990;
- espectáculos comemorativos de aniversários da Associação de Antigos Estudantes de Coimbra;
- Natal dos Hospitais promovido pela RTP;
- Real Gabinete de Leitura no Rio de Janeiro, em 1989;
- serenata nas escadas da Igreja de S. Vicente (Lisboa), integrado nas festas da cidade de 1990;
- Universidade de Sofia (Tóquio), em 1995;
- Câmara Minicipal de Sendai (Japão)
- Ruínas de S. Paulo (Macau), em 1996 a convite do Governo de Macau

No que diz respeito às actuações no estrangeiro, são vários os países nos quais o grupo teve oportunidade de divulgar a Canção de Coimbra:

- Holanda – 1992
- França (Paris) - 1991, 1993
- Alemanha – 1992
- Andorra – 1987, 1992
- Japão (Sendai e Tóquio) 1995
- Bélgica - 1990, 1991
- Macau – 1996
- Finlândia - 1987
- Suíça - 1987
- Brasil - 1989


Registos Fonográficos

-Em 1989 apresentou em single a Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico de 1989;
-Em 1990, em parceria com outros grupos, colaborou na gravação do CD de Baladas da Despedida dos anos 80, no qual apresentou dois temas (um dos quais de sua autoria);
-Em 1992 gravou uma cassete de temas clássicos da canção de Coimbra, editada pela Movieplay Portuguesa;
-Em 1994 colaborou com dois temas na gravação de um CD da Secção de Fado da AAC que integrou vários grupos de Fado de Coimbra;
-Em 1998 colaborou com o tema "Renascer" num CD com a designação "Um Amor de 20 Anos" editado pela CERCIAG.
-Em 2003, em parceria com outros grupos de Fado de Coimbra, colaborou na gravação do CD de Baladas da Despedida dos anos 90, no qual apresenta um tema.
-Em 25 de Junho de 2007 foi editado um CD pela Ovação que integra, exclusivamente, fados inéditos compostos e produzidos pelo grupo, com a designação “TOADA COIMBRÔ.