Agenda do site do Cine Teatro de Estarreja quanto ao espectáculo da próxima sexta-feira. Imagino onde foram buscar a foto ilustrativa, em que erraram o alvo. Vá lá que está lá o Rui Lucas para ela não ser completamente mentirosa.
Com um dia muito quente e deixando adivinhar uma noite menos fria do que expectável lá fizemos o obrigatório ensaio antes do jantar acompanhando as desventuras do SLB frente aos Almeidas do Porto, com rega, apagão e tudo. Temíamos a repetição da desorganização do ano anterior que não se veio a confirmar. Desta vez, e muito bem, até o Presidente da FAV apareceu devidamente trajado, tendo sido controlados os “emplastros” que no ano anterior tanto nos haviam incomodado durante a serenata. Também a Igreja da Misericórdia foi aberta pelo nosso amigo Jorge Novo permitindo uma afinação e preparação tranquila, fundamental para o bom decurso que aconteceu do programa musical estabelecido. Já o ambiente terá de ser repensado para o futuro. Se se pretende a recriação dum ritual tradicional tem de conseguir sensibilizar-se para as normas comportamentais inerentes. Tudo o que rodeia e enche o Adro da Sé mais que uma festa quase se torna um concerto Rock com barulho, palmas e bebida em excessos irrazoáveis. Terá o amável leitor a oportunidade de o confirmar com o ruído existente na captação vídeo que fizemos e de onde extrairemos alguns temas para aqui colocar. E se isto era tão audível junto do local em que tocámos, então imaginamos lá para os lados pelourinho ou da Catedral. Seria bonito reganhar o modo comportamental adequado a uma serenata e à sua significância numa festa académica como são estas semanas. Quanto ao programa este correu muito positivamente tendo todos dado boa conta de si. Pena foi que uma boa versão das “Variações em Lá menor” de Artur Paredes tivesse ficado inutilizada pelo barulho da sirene duma ambulância que vinha em resgate (palavra quase proibida entre nós portugueses por estes dias) provavelmente de mais um coma alcoólico… Para não variar, o ponto alto voltou a ser o último tema, a inevitável “Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico de 88/89” cantado em coro por centenas de pessoas presentes. Muito agradável e reconfortante. Foi bom regressar a Viseu e à Semana Académica…
... que gostamos sempre de aqui deixar, apesar de já estarmos tão longe dela.
Este ano especialmente feliz com a Guitarra a servir de barca num agitado Mondego. E as cordas com as cores das Faculdades fazendo um modelo de 8 cordas. Criativo e simpático...
"Para terminar as actividades deste segundo dia, o Grupo de Fados de Coimbra “Toada Coimbra”, realizou um magnífico concerto no Cinema - Centro Cultural de Celorico da Beira." (...)
Este ano a participação pelo João Paulo Sousa é menor que no ano passado restringindo-se a um ensemble no Concerto dos Professores, no próximo Domingo. Vai tocar-se um tema do Ennio Morricone, vejam lá.
Embora mais uma vez só com o programa de concertos... cá fica ele. Nós abrimos as "festividades" na noite de Domingo, 3 de Abril, pelas 00.00h, uma vez mais no Lartgo da Sé. Esperemos que não estaja demasiado frio.
Cá está mais uma versão, datada de 1994 mas só agora disponibilizada. Nota-se que se aproximam as Queimas e as semanas académicas. Aqui o Grupo de Ciências do Porto, na sua primeira formação.
Pode ouvir aqui a rubrica da ANTENA 1 da responsabilidade de Edgar Canelas, nosso contemporâneo nos corredores da AAC no tempo da faculdade que passou no passado dia 15 de Março. Está acompanhada da narração de um texto escolhido com muita sensibilidade. É um orgulho.
Depois de um "warm-up" em Viseu chegámos cedo a Celorico da Beira onde o Alcides ainda conseguiu acabar com o stock de enchidos e queijo da serra do último stand que os tinha disponíveis...
Bastante frio mas não tanto como temíamos face aos alertas de possível nevão.
O auditório foi uma surpresa agradável embora já nosso conhecido por ali havermos tocado há bastantes anos atrás. Sobretudo porque já estava climatizado a uma temperatura muitíssimo agradável e também porque dispunha dumas cadeiras de palco sem dúvida das mais agradáveis e confortáveis de que me consigo recordar. A iluminação exclusivamente vertical também foi uma óptima ideia.
Algumas dificuldades no acerto do som de sala que não nos agradou completamente. Felizmente, à noite, durante o espectáculo, estava consideravelmente melhor, não tendo nós tido então quaisquer razões de queixa.
Um jantar rápido quando se ia vendo o futebol na televisão, e a sala de restaurante cheia de grupos, facto algo incomum.
O espectáculo começou à hora exacta e acabou por ser um pouco mais longo que o normal porque proporcionou poder contar-se algumas histórias do grupo ou da música de Coimbra.
O auditório não estando cheio, estava muito bem composto para o frio que lá fora fazia já a essa hora.
Rodámos mais uma vez as últimas peças introduzidas no repertório bem como algumas outras que há muito tempo não eram apresentadas.
Experimentámos nova estrutura para o espectáculo, abandonando a sequência diacrónica que vínhamos usando nos últimos anos. Tem pernas para andar mas ainda pode ser melhorada. Continuamos a aprender a cada espectáculo...
Terminámos com a "Balada de Coimbra", o que nunca tinha acontecido desde que ficámos a cinco.
Antes disso a Balada de 89 em que nos apercebemos haver bastante público a cantar na sala.
Foi bastante agradável e emotivo... venham mais destes.
Para quem tiver facebook, já que não é possível importar o video...
Desta vez com o Grupo Sangue Novo (da SFAAC) e o Coro Misto da Universidade de Coimbra. Impressiona-nos a existência cada vez maior de versões coralizadas. Mas ainda bem...
Se eu vos disser que a Balada de 89 rende na totalidade, em edições, reproduções, execuções, em termos de direitos autorais, uma quantia anual inferior a € 200, vocês acreditavam?
Este sempre foi um dos meus fados preferidos na voz do Rui. Pena ele agora a cantar tão poucas vezes. É um dos temas em que a sua voz consegue atingir o brilhantismo.
A esta distância temporal são curiosos os efeitos visuais que então eram possíveis com o equipamento disponível e não pode deixar de nos fazer sorrir. No video aparece na audiência um jovem e ensonado actual deputado à AR: o nosso amigo Emídio Guerreiro.
Num espectáculo no Casino Afifense, Minho, 27 de Janeiro de 1990, este, integrando a totalidade da Secção de Fado da A.A.C. de que éramos nesta altura o grupo oficial.
E aqui ficam as sacrossantas "Variações em Ré menor" de Artur Paredes que acompanharam quase totalmente a vida do grupo e concluem aqui a selecção que fizemos daquele espectáculo de 1991. É pena o ruído de fundo. Apesar de muitos guitarristas o não admitirem continua a ser o padrão de aferição comparativo nos instrumentistas da Guitarra de Coimbra. E a peça em si, apesar de tão ouvida, será sempre genial.
Paulo Saraiva que nos acompanhou no espectáculo a que vimos fazendo referência.
Breve nota biográfica:
"Paulo Saraiva, nasceu em Coimbra no ano de 1964 e cedo iniciou a sua actividade musical como aluno da Escola de Guitarra Clássica do extinto F.A.O.J., em 1975, tendo como professor, Luís Filipe Roxo. Nos anos 80 inscreve-se na Escola de Fado do Chiado, em Coimbra, onde começa a cantar, tendo como professor, o guitarrista Jorge Gomes. Mais tarde faz parte da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, integrando a Orquestra e um grupo de fados, e da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra, onde colabora na fundação da Orquestra Típica, Orxestra Pitagórica e Estudantina Universitária de Coimbra, para além de colaborar com diversos grupos de fado. Ainda estudante, funda dois grupos de fados, o Grupo Académico de Fados e o Grupo Torre d’Anto, para além de colaborar com o “Toada Coimbrã”, com o qual se estreia na Sé Velha, numa Serenata Monumental da Queima das Fitas. No final dessa Serenata, conhece António Portugal que o convida para integrar o Grupo de Guitarras e Cantares de Coimbra. É assim que passa a cantar acompanhado pelo melhor conjunto de guitarras de Coimbra de todos os tempos: António Portugal e António Brójo nas guitarras, e Aurélio Reis e Luís Filipe Roxo nas violas. Com este grupo, quer em Portugal, quer no estrangeiro, actua ao lado de grandes nomes da Canção Coimbrã, tais como Luís Goes, António Bernardino, Augusto Camacho Vieira e Fernando Rolim, entre outros. Abandona o grupo após a morte de António Portugal. No inicio dos anos 90, radica-se em Lisboa onde actuou durante mais de uma década no “Sr. Vinho”, uma das mais afamadas casas de fado da capital. Em 1997, grava o seu primeiro cd a solo, “Canções Com Lágrimas”, que conta com a participação especial de Vitorino e Janita Salomé em “Trova Do Vento Que Passa” e de António Bernardino em “Trova Nova”. A parte instrumental foi assegurada por Ricardo Dias e Manuel Portugal, nas guitarras portuguesas, e por Luís Carlos Santos na guitarra clássica. A sua carreira tem-se dividido por palcos nacionais e no estrangeiro. Espanha, Holanda, França, Bélgica, Alemanha, Luxemburgo, Marrocos, Brasil, Cuba, Canadá, Tailândia, Malásia, Singapura e São Tomé e Príncipe, são alguns dos países onde já actuou. Tem participado em vários programas televisivos e radiofónicos, quer aquém, quer além fronteiras. Actualmente, o seu reportório inclui vários estilos de música portuguesa, desde o Fado de Coimbra até ao Canto de Intervenção, passando pela Musica Popular Portuguesa. Para além de temas da autoria de grandes nomes da música portuguesa, como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, António Portugal e Luís Goes, entre outros, interpreta, também, temas de sua autoria."
E aqui fica mais um dos videos a que nos referimos anteriormente.
Creio ser este o único registo em video existente do tema "Meu Desalento" (António Vicente) cantado pelo Rui Pedro Lucas. Curiosamente tinhamos ideia que o tema seria mais recente do que efectivamente é. Aqui fica ele ao vivo em 1991, correspondendo à fase em que, indubitavelmente, o grupo foi mais criativo.
Sabemos também que o mesmo está a ser trabalhado para ser incluído no repertório de um prtestigiado grupo da Canção de Coimbra. A ver vamos...
E aqui vos deixamos o primeiro de vários videos dum espectáculo de 1991 agora reconvertidos para formatos mais actuais e que serão aqui divulgados. Pena a captação do som não ter então sido directa mas através do som de sala o que aumenta consideravelmente o ruído de fundo.
Este espectáculo realizou-se em Setembro de 1991, no Pavilhão C da Feira de S. Mateus, em Viseu, no âmbito do Mês da Juventude. Aspecto de nota foi nele termos tido a colaboração do Paulo Saraiva, por indisponibilidade do Alcides.
Aqui uma versão dos "Cantares Portugueses" de Artur Paredes, mais conhecidos como Raposódia nº 2.
Talvez nos encontremos um pouco desfasados da realidade mas parece que voltámos ao tempo em que tem de se pagar para tocar e cantar. Isto resulta quer das reacções aos orçamentos que vamos dando quer a conversas mantidas com colegas que ainda vão tocando e que nos referem que os preços correntes de referência decresceram cerca de 40% nos últimos 2 ou 3 anos....
Chegámos mesmo a saber que um valor apresentado para dois espectáculos numa capital europeia era superior ao duma cançonetista nacional com incursões no ambiente do fado (daquelas com discos de ouro...), com banda e tudo, e que ainda recentemente enchia Coliseus...
Desculpem o desabafo, mas nisso não alinhamos. Preferimos continuar a tocar para os amigos e a preparar as próximas comemorações dos 25 anos de existência.
Fica por aqui esta nota pessimista que não queremos levar para o Ano Novo.
Estes artigos chegam-nos sempre em tempo útil, nunca nos consamos de repetir, através do incansável trabalho de Octávio Sérgio no seu http://guitarracoimbra.blogspot.com/