
Foto Joaquim Alexandre Rodrigues (via Facebook)
A Serenata dos dois Paulo’s Sousa’sUm contratempo de última hora impediu a presença do Alcides nesta apresentação, sempre de responsabilidade. Houve que o substituir para não deixa o Rui a cantar sozinho em dia de aniversário.
A escolha recaiu num amigo de muitos anos, o
Paulo Sousa, antigo estudante no Porto onde participou, cantando, em inúmeras serenatas. Com pouco tempo disponível para se preparar (e ferrugem de dois anos) o moço esmerou-se e acabou por se sair muito satisfatoriamente. Isto apesar de ter ganho uma nova alcunha:
“o Três Quartos”. Então não é que precisamente na
“Samaritana” o rapaz se esqueceu que cantar o segundo refrão??? Além desse tema que há anos não executávamos cantou a solo ainda
“Feiticeira”,
“Rosas Brancas” e a nossa
“Alta Noite na Sé Velha” que, aliás, havia já gravado com um grupo do Porto, facto que em tempos aqui demos eco. Participou ainda, a finalizar, na nossa Balada de Despedida de 89 cantando as suas segundas partes.
Num dia de stress, com duas apresentações para alguns dos elementos e um ensaio final à hora do jogo do Benfica, o que não agradou a todos (afinal também jogava a Académica), e após lauto jantar, lá nos dirigimos ao Largo da Sé.
Ao contrário do ano anterior não estava uma temperatura desagradável e conseguimos que o nosso amigo
Jorge Novo nos abrisse as portas da Igreja da Misericórdia para as preparações e afinações finais.
Estava bastante gente mas aquilo mais parecia a Feira de S. Mateus ou melhor, a da cerveja de Munique. Excesso de álcool, excessiva deficiência de disciplina e de respeito. É altura das comissões de praxe ou similares voltarem a explicar ao povo académico o sentido e significado de alguns actos constantes das semanas académicas. A praxe também é isso. Não houve obviamente silêncio e atenção se exceptuarmos algumas centenas de pessoas que estavam mais próximas e foram lá para efectivamente verem e ouvirem a serenata e não para se encontrarem antes de rumar ao concerto dos UHF.
Da nossa parte apenas podemos afirmar ter feito o nosso melhor e com um desempenho que nos agradou muito, sem prejuízo de alguma deficiência na percepção do retorno de som já que o PA se encontrava distante. Segundo opiniões credíveis que colhemos no final o som para o público teve muito boa qualidade.
Nota de relevo para o facto de havermos estreado no grupo as
“Variações em Mi menor” de Artur Paredes que não fugiu do restante tom da apresentação.
Finda a serenata após a Balada de 89 que até mereceu um coro voluntário que se acercou dos micros, registe-se a falha do tradicional FRA já que a etilizada moça que parecia ir assumir a tarefa limitou-se a cacarejar roucamente “
Piaget, Piaget”. Enfim…
Embora desagradando-nos tal facto, confortou-nos (fraco conforto), o conhecimento que as coisas já haviam corrido menos bem na Missa da Benção das Pastas que tinha tido lugar durante a tarde em que o comportamento de certos "estudantes" parece também ter sido execrável.
Urgirá, quiçá, repensar todas estas coisas. Depois de um copo de balanço feito com todos os elementos participantes, a satisfação pela obra empreendida e a vontade de repetir a parceria com o
Paulo “Viseu” “Três Quartos”
Sousa noutra ocasião em que tal se proprocione.