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quinta-feira, 27 de março de 2008

CANÇÃO PARA O NOSSO AMOR


Esse olhar que me ficou é como luz,
No calor das tuas mãos eu sinto vida,
Esse jeito que tu tens, que me seduz,
A ternura, tão fiel e tão querida.

Posso já ter sido um vagabundo
Alma de uma sorte sem lugar,
Mas descobri em ti a cor do mundo
E a tristeza morrer, no teu chegar.

Esse amor que me ficou, sem ser primeiro,
É a flor da paixão feita alegria,
Deu o fruto mais bonito e verdadeiro,
E na noite, caminhando, se fez dia.



Letra/Música:
António Vicente

terça-feira, 25 de março de 2008

TROVA DE UM AMOR PERDIDO


Tenho em minhas mãos ainda presentes
Restos de um amor que já perdi,
Sentidos e ternura não distantes
Pedaços de um passado que vivi.

Sofro só, calado, e a noite escura
É minha companheira de desdita,
Perdi a perdição da minha vida
Que, sendo breve, foi a mais bonita.

Quando o novo dia acordar
Rebenta de saudades coração,
Como se pudesses encontrar
Laivos desse amor nesta canção.

Tenho em minhas mãos ainda presentes
Laivos desse amor nesta canção.



Letra/Música:
António Vicente

quarta-feira, 19 de março de 2008

SONETO D’AMIGO


Só me restas tu, meu amigo,
Neste cruzar da madrugada,
P’ra viver da vida o castigo
De sonhar com tudo e não ter nada.

Só me restas tu, meu amigo,
Na teia da amargura e do segredo,
Quando a noite veste o meu destino
Eu sinto-me ninguém e tenho medo.

De ti fica sempre uma canção,
Um verso que o coração soltou
E nunca é tarde;

Ensina-me a ser essa ilusão,
Gaivota já morta que chegou
E nunca parte.


Letra/Música:
António Vicente / Rui Pedro Lucas

sexta-feira, 14 de março de 2008

TROVA DAS CAPAS

Ainda há capas ao vento
Vento não há que as leve,
Ainda que seja outro tempo
Nasce em flor e morre breve.

Vão pela rua cantando
Capas da minha cidade,
Outro sentir outro pranto
No sangue da mocidade.

Talvez não haja caminho
Para que sejam bandeiras,
Vão afagando no peito
Esperanças tão verdadeiras.


Letra/Música:
António Vicente / Rui Pedro Lucas

quarta-feira, 12 de março de 2008

RENASCER


Um quadro rubro e cinzento
Com imagens de estarrecer,
Foi pintado num momento
Que será bom esquecer;

Um sonho quase desfeito
Num minuto malfadado,
Marcas profundas no peito
Folhas de um livro rasgado.

Quem sofre, torna-se forte,
Volta de novo a nascer.
A vida venceu a morte,
O sonho vai renascer;

Há que manter viva a chama
Que ela alastre pelo Mundo,
Da Guitarra venha a fama
Cujo Amor é bem profundo.


Letra/Música:
António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas

terça-feira, 11 de março de 2008

SERENATA À NOITE



Sobem vielas estreitas
Pela noite enluarada,
Capas negras, como seitas,
Vão em grupo na calçada;

Seguem lentos, em penumbra,
Figuras algo bizarras,
Nem um rosto se vislumbra,
A bom recato, as guitarras.

Parando junto a um beiral
Ouvem-se acordes trinados,
Como figura central
Um jovem que canta fados;

Como acedendo a seu pranto,
À janela, a sua amada;
Fica presa ao seu encanto,
Sua voz sai mais timbrada.


Letra/Música:
António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas

quinta-feira, 6 de março de 2008

FADO DO ADEUS (PENEDO)


Penedo diz-me baixinho
Segredos do meu amor,
Se me ama com carinho,
Se por mim chora de dor.

Mondego, eu vou-me embora,
Tão pouco foi minha era,
Meu coração ri e chora
Vou amar quem’inda me espera.

E as minhas fitas vermelhas
Desfraldadas no adeus,
Levam guardadas as penas,
Ilusões e sonhos meus.


Letra/Música: António Vicente

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Porto/Maia - 29 de Fevereiro - Espectáculo Solidário


Notícia no Portal do Fado acentuando o carácter solidário do espectáculo no Porto/Maia na próxima sexta-feira, 29 de Fevereiro.


A entrada será facultada mediante a entrega de uma peça de roupa em bom estado (camisolas, calças, etc.) que reverterá a favor da Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação da Maia.



No "after hours", depois do espectáculo, está prevista a "continuação" do mesmo, na conhecida casa "Tertúlia Castelense" que pode conhecer melhor em http://www.tertuliacastelense.com/.



A edilidade da Maia está também a promover o espectáculo como pode ver em http://www.cm-maia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=296&Itemid=6.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Espectáculo do Porto - Promoção


Com as novas tecnologias de comunicação conseguem-se pequenas maravilhas.
O "Banner" ao lado está colocado nalguns sites como é o caso do http://www.portugaltunas.com/, divulgando o espectáculo a realizar na Maia no próximo dia 29 de Fevereiro.
Segundo sabemos, foi realizado por André Pereira da TDUP.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

COIMBRA - Fados, Baladas e Guitarradas


Ref.: CD-SF 003, ano de 1994

Edição da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra em que participaram alguns dos grupos de Fado que passaram por aquele organismo até ao início da década de 90 do Séc. XX. Tem também a participação emblemática do Dr. Jorge Gomes, monitor de guitarra da secção e responsável pela agregação e apoio à maioria desses agrupamentos. É ele o Autor e executante do tema de abertura "Maio de78" e que faz parte do repertório executado pela maioria dos actuais guitarristas de Coimbra.

A Toada Coimbrã participou nesta colectânea com os temas "Alta Noite na Sé Velha" e "Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 1988/89", já então editados em EP bem como com o fado "Fado do Adeus (Penedo)" da autoria de A. Vicente, gravado expressamente para este trabalho, e que veio a ser recuperado e regravado no último CD.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Apresentação do CD "Toada Coimbrã" no Porto - A Organização e os amigos


É já no próximo dia 29 de Fevereiro que acontece o espectáculo de apresentação do recente CD na cidade do Porto.

Terá lugar no Forum da Maia, mesmo no centro da cidade junto ao edifício da Câmara Municipal. Será pelas 21.30 horas e é aguardado com ansiedade, se mais não fosse pela receptividade que sempre tiveram nesta cidade as produções do grupo. E muito especialmente a balada de 89 muito executada por vários grupos de diversa natureza, com lugar frequente nas Serenatas Monumentais daquela Mui Nobre e Invicta Cidade.


Este espectáculo tem a participação e produção dos nossos amigos da Tuna de Distrito Universitário do Porto, grupo ainda recente mas inequivocamente com origem em "castas nobres", garantia de uma boa organização e de uma óptima récita que dará na primeira parte do espectáculo.

O espectáculo tem ainda o apoio do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia, e foi pensado com fins beneméritos, sendo a entrada assegurada com a entrega de uma peça de roupa (malhas, calças, sweaters, etc...) que serão entregues a uma instituição de apoio social que aquela edilidade irá depois indicar.

Desde já se informa que foi criado um blog especificamente para esta apresentação e que poderá ser visto no endereço http://toadacoimbratdup.blogspot.com/

Em breve daremos mais notícias e pormenores.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

"Nostalgia (Pela Noite Quando Canto)"


Pela noite quando canto
Sinto em mim a nostalgia,
Veja a lua lá no céu,
Que no escuro me alumia.

Ando perdido à deriva
Sem mais ver a minha amada,
Alumia-me o caminho
Sê ó lua a minha fada.

Não deixes que me definhe
Nem mates minha ilusão,
Deixa-me ver meu amor,
Dá via ao meu coração.

Sinto latente em meu peito
A esperança dos favores seus,
Vejo ao longe a minha amada
Poiso meus lábios nos seus.



Letra/Música:
António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Na Tua Ausência"


Na tua ausência fiquei deserto
Nada por perto me apaixonou;
Como ave só, cruzando o céu
Alma perdida num imenso breu.

Na tua ausência pensei palavras
Actos perdidos, insensatez;
Como lembrança de um amor profundo,
Que levou esperança ao fim do mundo.

A tua ausência, punhal erguido,
Capo partido, na despedida.
Fez-se silêncio, amargurado,
Para o futuro, que segue sem passado.


Letra/Música:
António Vicente / Rui Pedro Lucas

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

"Alta Noite na Sé Velha"


Alta noite na Sé Velha
Ouço guitarras chorar
E jovens que vão cantando
Suas mágoas ao luar;

Esvoaçam capas negras
Que surgem de todo lado,
Para em silêncio escutarem
As vozes tristes do fado.

Tão tristes pela saudade
Dos anos que já passaram
Que na vida, por tão bela,
Bem fundo marcas deixaram;

Recordar será viver
Pedaços do meu passado,
Fiquei ali a chorar
Ouvindo cantar o fado.


Letra/Música:
António Dias Lucas / Rui Pedro Lucas

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"Ficarei até Morrer"



Gaivotas
Que o vento Norte não traz
Notícias
Que tardam sem razão;

Ficarei aqui à espera
Inda que seja quimera
Teu regresso acontecer;
Ficarei até morrer.

Saudades
Que a um tempo não se apagam
Imagens
De memórias não ausentes;

Ficarei aqui à espera
Inda que seja quimera
Teu regresso acontecer;
Ficarei até morrer.


Letra/Música: António Vicente

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Análise Crítica do CD "Toada Coimbrã" - Dr. Manuel Soares

São hoje em dia raras, no nosso país, as edições de obras ou peças originais de raiz popular portuguesa. Contudo, se assumirmos como escopo o Fado ou Canção de Coimbra, ainda vão aparecendo, mesmo que a conta-gotas, algumas pérolas de criatividade que não só retomam um estilo e uma estética musical perfeitamente identificáveis, como ainda lhe acrescentam algo de novo. Em 2007 foi lançado o CD do Grupo de Fados de Coimbra Toada Coimbrã, obra discográfica que condensa uma formação de uma vintena de anos.

Logo à primeira auscultação sobressai o natural entrosamento instrumental do grupo. As guitarras entrelaçam-se em simbioses de melodia e acompanhamento que escapam ao que de mais vulgar se vai ouvindo. As violas seguem uma linha de acompanhamento clássica que suporta com grande eficiência o trabalho das guitarras, cruzando em alturas-chave tons de passagem cuja harmonia enobrece a passagem entre as várias secções de cada tema.

Destaque logo à partida para o sexto tema, que marcou e continua a marcar presença em inúmeros espectáculos e manifestações culturais académicas por todo o país. A Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico de 88/89 afirmou-se ao longo da derradeira década do século XX como uma nova balada de despedida de referência, suplantando as demais congéneres com uma linha melódica consistente e versos desprovidos de qualquer romantismo bacoco. De resto, a consistência é uma tónica constante em todo o álbum.

Continuando a audição do álbum, perdura essa mesma sensação. Nota-se um particular cuidado em acrescentar-se riqueza harmónica a progressões que não votam ao esquecimento os cânones populares que cultivaram as origens do Fado de Coimbra. E por "riqueza harmónica" não se entenda a reharmonização com um acrescento exacerbado de dissonâncias: a Toada preserva as fórmulas de composição mais simples mas de um sensato bom gosto, enriquecendo-as com a prestação individual - mas devidamente enquadrada - de cada instrumento, como se atenta no décimo-primeiro tema, "Triste Devaneio".

Incomum é a introdução de elementos sonoros no início do tema "Ficarei Até Morrer", remetendo para o sempre etéreo conceito do "mar" coimbrão, numa subtil mas inteligente contextualização que não é frequente implementar-se em gravações do género.

A nível de produção, é notável a coerência impressa nas gravações vocais e instrumentais, que resulta numa mistura final sólida e que efectivamente soa a "grupo de fados", e não apenas a uma soma de todas as partes, como por vezes acontece quando se encerra num estúdio um grupo cuja tipologia é essencialmente voltada para as prestações ao vivo. A contribuição de cada elemento tem o seu lugar no espectro sonoro e um papel cooperativo no desenvolvimento dos temas, o que confere a todo o álbum um equilíbrio assinalável.

A escola presente no álbum da Toada Coimbrã segue uma lógica e um estilo que vai beber directamente às raízes do Fado ou Canção de Coimbra. Portanto, desengane-se quem espera quebras com as bases. É um perfeito exemplo de evolução na continuidade, e prova que este género musical está bem vivo e a mexer.

Agora também em : http://www.portaldofado.net/index.php/toada-coimbra-2007.html

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Agenda Municipal de Castelo Branco - O Espectáculo de 26.01.2008

Já está disponível a agenda municipal de Castelo Branco para os meses de Janeiro e Fevereiro de 2008. O espectáculo agendado para o próximo dia 26 de Janeiro tem lugar de grande destaque. Como se pode verificar do programa teremos a colaboração do Conservatório Regional de Música de Castelo Branco. A entrada é livre.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Dizem de nós... (VIII)









"Último CD do Grupo "Toada Coimbrã".
Podemos constatar que todas as peças são da autoria dos membros do grupo, o que é de enaltecer.
No geral as melodias são muito boas, ouvem-se com muito agrado; as vozes também são de bom timbre, as introduções, interlúdios e guitarradas estão ao nível das canções, pelo que estão de parabéns os 6 magníficos da "Toada Coimbrã".
Sobre os poemas, ficamos à espera de comentários..."













In: http://guitarrasdecoimbra.blogspot.com/2007/12/toada-coimbr.html

Nota: Vindo de quem vem... que grande elogio! A propósito, reitera-se também aqui o pedido acerca dos comentários sobre os poemas. Não se acanhem, opinem.

Dizem de nós... (VII)



Gostamos que falem de nós, mas... algumas vezes isso é feito de uma maneira... diferente!

IN: http://canariosdaluz.blogspot.com/2007/12/toada-coimbr.html#links

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Apresentação do CD "Toada Coimbrã" em Tomar - O Cartaz e os amigos


No próximo dia 19 de Janeiro o espectáculo de apresentação do novo CD em Tomar.
O mesmo terá lugar pelas 21.00h no Auditório Fernando Lopes Graça, com organização da Associação "Canto Firme" e da TTT.





Este concerto terá a colaboração dos nossos amigos da Tuna Templária de Tomar, do IPT, que se apresentará na primeira parte e se reunirá a nós para entoar as Baladas da Despedida, no final do espectáculo.
A eles, e desde já, os nossos agradecimentos pela iniciativa.
Mais detalhes em breve.