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quinta-feira, 7 de março de 2013

A TOADA COIMBRÃ completa na data de hoje 26 anos de existência




Faz hoje 26 anos que a Toada Coimbrã se apresentava pela primeira vez no programa televisivo "Com Pés e Cabeça".
Desde essa altura até ao presente centenas de espectáculos feitos, gravações, programas de TV, viagens por quatro continentes, e, sobretudo, muita Amizade entre os seus componentes.

Passados tantos anos, a Vida afastou-nos fisicamente e trouxe-nos muitas responsabilidades pessoais e profissionais, impossibilitando o aparecimento físico do grupo com a regularidade que queríamos.
Cumpre-nos assim informar todos os nossos amigos e todos os outros que em nós confiaram, em nós se reveram e que faziam o favor de nos acompanhar, que pelos motivos supra citados, e apenas por eles, decidimos suspender as apresentações ordinárias, continuando cada um de nós com os outros projectos musicais individuais em que nos fomos envolvendo.

Assim a Toada Coimbrã voltará a aparecer apenas em ocasiões especiais, de natureza diversa, que consideremos relevantes. Continuaremos juntos, se mais não for, para umas valentes patuscadas, fazendo valer o que de principal ficou: considerarmo-nos a todos uma família.
Este blog continuará activo divulgando factos do grupo e dos seus membros, repositório da nossa História.
Todos continuam a ser por isso bem-vindos.

O nosso fraterno abraço com o maior FRA do Mundo.


A Toada Coimbrã

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Novo Video - "Canto a Coimbra" - Serenata de Viseu 2012




Este video foi feito a partir do som directo registado na Serenata Monumental da Semana Académica de Viseu de 2012 com fotos do momento bem como outras cedidas por António Vicente, João Carlos Oliveira e Rui Lopes.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Improviso

Gostamos particularmente deste tema que se está a introduzir no repertório da Toada Coimbrã, do grande Francisco Filipe Martins aqui magistralmente acompanhado pelo amigo Rui Pato.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Do que vamos fazendo...

Está quase a surgir nas bancas um livro, versando sobre o não estudado fenómeno das Tunas estudantis em Portugal, trabalho feito em co-autoria com três grandes Amigos, os Drs. Eduardo Coelho, Ricardo Tavares e Jean Pierre Silva.





"O fenómeno, origem e história das Tunas Estudantis em Portugal. Também um olhar holístico sobre Espanha e diáspora ibérica, bem como outras latitudes onde este tipo de grupos chegou. Da década de 70 do séc. XIX a 1995, mais de 100 anos de história e estórias de uma cultura e património singulares, em cerca de 380 páginas."


O livro está prefaciado pelos Prof. Dr. Armando Carvalho Homem (Ilustre cultor da Canção de Coimbra), Rafael Asencio González (Córdoba) e Dr. António Nunes, cujos créditos justificativos são aqui perfeitamente dispensáveis.


Em breve daremos mais novidades, que também poderão ir sendo acompanhadas aqui: https://www.facebook.com/pages/QVID-TUNAE-A-Tuna-Estudantil-em-Portugal/156500637775620?sk=wall#!/profile.php?id=100003003471531

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

JOSÉ NIZA - R.I.P.

Descanse em Paz.


José Manuel Niza Antunes Mendes nasceu em Lisboa, a 16 de Setembro de 1938, e viveu em Portalegre até aos 7 anos. Fez a escola primária e o liceu em Santarém, residindo actualmente numa aldeia próxima desta cidade, Perofilho.
Desde criança foi musicalmente influenciado pela vivência familiar. Sua mãe tinha o curso de piano do Conservatório Nacional e seu bisavô - José Niza - foi compositor de mérito, em Campo Maior, tendo o seu espólio de composição musical ficado na posse do maestro e compositor Fernando Lopes Graça. A avó materna era prima direita do Dr. António Victorino de Almeida, pai do conhecido maestro, pianista e compositor do mesmo nome.
No liceu de Santarém (cidade com fortes tradições académicas) José Niza começou a aprender guitarra e viola aos 13 anos. Em 1956 e em simultâneo com David Leandro Ribeiro, ambos se matricularam na Universidade de Coimbra: José Niza em Medicina e David Leandro em Direito.
Chegados a Coimbra, foram rapidamente introduzidos no meio da guitarra coimbrã, onde então pontificava o grupo de António Portugal, Jorge Godinho, Manuel Pepe e Levy Baptista.
Ambos tiveram a sorte de conhecer e acompanhar, já em fase final dos seus cursos, os cantores da excepcional geração dos anos 50: Luiz Góes, José Afonso, Machado Soares, Fernando Rolim e Sutil Roque. Constituíram então um grupo com os violas Emanuel Maranha das Neves e João Conde Veiga.
A partir de 1959 José Niza encetou outros caminhos musicais. Em 1961, com José Cid, Proença de Carvalho, Joaquim Caixeiro e Rui Ressureição, funda a Orquestra Ligeira do Orfeon Académico, uma das melhores formações musicais da altura, a par do Quinteto Académico e do Thilo's Combo.
Com o aparecimento da bossa nova e com o ressurgimento do jazz em Coimbra, é fundado o Clube de Jazz do Orfeon Académico e constituído o seu Quarteto: Rui Ressurreição (piano, órgão e vibrafone), José Niza (guitarra eléctrica), Daniel Proença de Carvalho (viola eléctrica) e Joaquim Caixeiro (bateria). Foi a partir dessa experiência que, em Coimbra, se organizaram os primeiros festivais internacionais de jazz, por onde passaram grandes nomes da cena mundial, como Dexter Gordon e Don Byas.
Não obstante estas actividades musicais, José Niza não abandonou completamente a sua ligação ao fado e à guitarra. E, assim, com Durval Moreirinhas, gravou as duas primeiras baladas que José Afonso registou em disco, exclusivamente acompanhadas à viola.
Licenciado em Medicina em 1966, continuou em Coimbra, onde fez a sua tese de licenciatura sobre esquizofrenia, enveredando, depois, pela psiquiatria.
Em 1969 foi convidado para compor a música para dois espectáculos do CITAC: A Excepção e a Regra, de Bertold Brecht e Castelão e a Sua Época, ambos proibidos pela Censura. Ainda no mesmo ano foi mobilizado, como médico, para a guerra colonial. Nas matas do Norte de Angola, entre outras canções, compôs música para dois discos: Gente de Aqui e de Agora, que gravou em 1971, e Fala do Homem Nascido, com poemas de António Gedeão. Entretanto, em 1970, já Adriano gravara algumas canções de José Niza: Cantar de Emigração e Fala do Homem Nascido.
Regressado da guerra colonial em 1971, José Niza passou a ser responsável pela produção da editora Arnaldo Trindade, Lda. (Discos Orfeu) para onde gravavam, ou vieram a gravar, os nomes mais importantes da música popular portuguesa: José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, Sérgio Godinho, Vitorino, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Manuel Freire, Carlos Mendes, José Calvário, Duarte Mendes e muitos outros. Como produtor, ou director musical, José Niza foi responsável pela gravação de discos como Gente de Aqui e de Agora, de Adriano Correia de Oliveira (1971), Eu Vou Ser Como a Toupeira (1972), Venham Mais Cinco (1973), Coro dos Tribunais (1974) e Com as Minhas Tamanquinhas (1976) todos de José Afonso e O Guerrilheiro (1974) de Luís Cília.
Autor de muitas canções para intérpretes como Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, Carlos Mendes, Duarte Mendes, Tonicha, Teresa Silva Carvalho, Vitorino, Janita Salomé, Rui Veloso, Samuel e muitos outros (para além dos cantores de Coimbra), José Niza ganhou quatro Festivais RTP da Canção. Foi o autor da letra da canção E Depois do Adeus, "senha" musical para o Movimento das Forças Armadas na noite de 24 de Abril (juntamente com Grândola Vila Morena, de José Afonso).
Deputado em muitas legislaturas, José Niza foi autor, ou co-autor, de diversas iniciativas e diplomas legislativos: Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, Lei de Protecção da Música Portuguesa, Redução do Imposto sobre Importação de Instrumentos musicais, etc.

IN: http://www.macua.org/biografias/joseniza.html

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Finalmente chegou-nos às mãos...




... este magnífico trabalho do nosso amigo Rui Lopes.


Podemos apenas maldizer o mensageiro que levou quase dois anos a entregá-lo. Abordagem exaustiva desta personalidade da Canção de Coimbra nas suas vertentes pessoais, estéticas, académico-científicas e académico-culturais. Um prazer de leitura. Recomenda-se a quem o conseguir encontrar o que, por estes dias, já não se afigura fácil.


Certamente se algum dia alguém pretender fazer o mesmo acerca da Toada Coimbrã terá a vida muito facilitada com a consulta deste blog...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Desenferrujar ao fim de semana...



Aproveitei o fim de semana e o seu aniversário para desenferrujar os dedos com o meu cunhado, Luís Carlos Santos, um dos melhores violas de Coimbra das últimas gerações.
Ele também me falou do sucesso que está a ser o Fado ao Centro, local junto ao Arco de Almedina que não pode deixar de ser visitado. Imprescindível.
JPS